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quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Caixa de Recordações

Feliz Ano Bom & Nascimento de Hades.

Querido Diário, como tem passado? Espero que bem, pois hoje revisitaremos dois lindos e abençoados dias, mas antes, quero desejar a você um Feliz Ano Bom, que este ano seja repleto de muitas alegrias, bênçãos, amor e luz, pois saúde temos todos, que possamos recordar, revisitar nossas histórias para nunca esquecermos, pois passado faz parte do presente que se foi, sendo assim, contá-la. 

Revirando meu armário, encontrei minha caixa de recordações, uma delas... esta muito especial, pois ela guarda duas histórias muito lindas e cheia de bênçãos e um infinito amor, irei compartilhar com você neste momento, onde meu coração se transborda de felicidade, permitindo meus olhos reluzirem e lacrimejar de emoção, a história começa assim:

Ano Bom de 1956, passagem de ano. Estávamos todos reunidos, alegres e com imensas expectativas, fomos todos ao clube Serra Lunar, para recebermos com gratidão o ano de 1957, eu já estava no final de minha gestação, minha barriga estava enorme, tudo que mais desejava aquela hora era ficar sentada, não me aguentava em pé. As horas foram passando, passando, 1957 chegou e fomos para casa, dali por diante, não deu tempo de descansar, porque? A bolsa havia estourado e meu primogênito queria vir ao mundo, olha o que encontrei ao tirar a caixa do lugar:

Jornal Serra Lunar, 1º de Janeiro de 1957
Por: Raul Gusmão Ferroulhos

Nasce o Herdeiro da Família Laskaris.

    O Srº e a Srª Valachos Asterion Laskaris, vem com alegria, satisfação e amor infinito comunicar ao cidadãos de Serra Lunar que, nasceu nesta manhã de terça-feira, o seu primogênito e herdeiro Hades. E desejam a todos um Feliz Ano Bom, repleto de bênçãos e amor!

kyrillos & Ludovica!

Com Carinho, Ludovica.

Produção Textual: Pilar Bastos!

Imagem pesquisada na internet.


quarta-feira, 16 de março de 2022

Recordando Aquele Dia

 O Dia Em Que Recebi A Carta

"O amor é uma caixinha de surpresas e onde habita transborda felicidade". Maycon Tienga

 A manhã despertou mais calma que as outras habituais, na verdade onde existe amor verdadeiro, tudo fica mais sereno quando o contentamento é compartilhado com quem amamos e importamos com exatidão. Mas, desta vez, quero relembrar o dia, quando minha mãe me chamou para entregar-me "aquela carta", só não sabia que seria uma pegadinha do bem, e aconteceu assim:

"Kiara, minha filha poderia vir aqui embaixo por favor! Acaba de chegar mais uma carta de Carlos Eduardo para você". Naquele momento meu coração acelerou mais que mil  por hora, meus olhos encheram de lágrimas ao escutar este chamado, e desta vez, desci as escadas correndo para pegar a carta e ler as novidades que o meu amorzinho estava contando, só não esperava receber uma notícia tão...tão...triste.

Confesso meu amigo diário que não contava passar um susto enorme daquele, suas palavras foram bastantes convincentes, soube escolhe-las cuidadosamente para não deixar pistas de que estava mentindo para mim, ao lê-las atentamente meu coração partiu em pedacinhos, chorava feito uma condenada no julgamento prestes a passar anos e anos na prisão sem direito a ser feliz, a carta dizia assim:

    Minha Amada Esposa, espero que compreenda o que tenho a lhe dizer nestas folhas amigas, estas que me foram de grande valia para que pudesse lhe escrever todos os dias. Abro meu coração com ele dilacerado, repleto de dor, mas infelizmente tenho que lhe dar esta infeliz notícia. Não poderei chegar a tempo, ficarei por mais alguns dias em serviço, o nosso encontro ficará adiado por agora, porém daqui um mês estarei de volta para os teus ternos braços. Do seu marido que te ama tanto, Cadu!

Naquela hora, tudo que mais almejava era sair da sala de visita, minha mãe estava sem entender nada, estranhou meu silêncio e o respeitou. Ao sair dali, decidi fazer uma caminhada longa sem previsão de voltar para casa, queria colocar meus pensamento em ordem e tranquilizar-me um pouco, foram incontáveis lágrimas que acariciaram meu delicado rosto, estava inconsolável, sem palavras...

Andava de cabeça baixa, triste, mal conseguia olhar para o meu amigo por do sol, sofria horrores, nem mesmo o céu azul contava com um sorriso, também estava decepcionado, nunca tinha me visto daquela maneira, poderia ser por qualquer motivo, mas estava sempre sorrindo alegremente. Quando resolvi olhar para frente, lá estava Carlos Eduardo, não estava  nem acreditando no que estava vendo diante de mim, só sei que sai em disparada para abraçar aquele meliante irresponsável que me fez crer em cada palavra e frase escrita naquela carta, mal sabia que era Pegadinha do Bem!

Kiara!

Pilar M. Bastos