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segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

Escrava do Coração

 Serva De Suas Palavras

Quanto mais penso nisso, mais percebo que não há nada mais artístico do que amar os outros. Lima Barreto

Amado Diário, hoje decidi iniciar nossa conversa com esta frase acima, pois ela tem haver com a história que irei contar nestas páginas confianças que tanto sou apaixonada em preenchê-las, a cada escrita em suas linhas são minhas memoráveis recordações registradas com muito amor, paixão e carinho, quem sabe um dia poderei contá-las num futuro próximo?

    Respiro profundamente para encontrar termos vocálicos mais assertivos com finalidade irrecusável de ser indiscreta nas tentativas de mostrar total maturidade de posicionar, o que realmente almejo na minha decisão, colocar um ponto final categoricamente no que diz respeito nas lembranças passadas e quando a informação chega ao teu destino: O Coração, este que berra altamente demostrado uma notável indelicadeza em suas tênues e afagadas palavras, Nem Tudo Menina, Nem Tudo Ouviu? Não zera ou tão pouco acaba uma história assim, não deleta recordações felizes, se podem ser contadas, pense nisso.

Quando o querer mais requisitado e acentuado, seja esquecer na sua precisão absoluta de um todo de minha alma, a insistência pela narrativa presente história, deseja ser delegada nessas folhas queridas, questiono-me: Em que momento poderei receber a carta de alforria e ser libertada desta escravidão memorial? Em que ocasião poderei dizer, até que fim, virei a página? Podendo assim viver uma vida sem lembrar de ti?

"A resposta vem da alma quando o coração assim o permitir."

Clara!

Pilar M.Bastos

sábado, 12 de agosto de 2017

A Moça & O Vento Uivante

A liberdade aprisionada 

O uivo do vento silencia as palavras para que não sejam ditas. 

Silencio minha voz para dar vez o grito uivante do meu amigo vento, só não imaginava, por quanto tempo permaneceria, desde então tornei-me sua prisioneira incessante, a companhia mais fiel que ele pode ter. Vivo distante de tudo, nem sequer apareço do lado de fora, quando tento ao menos ver o que está acontecendo, fica mal humorado e começa a uivar como um lobo raivoso.

Pergunto-me, como pode ser tão incoerente? Querer aprisionar-me por um tempo indeterminado, não mudará meu pensamento em relação a ele, mas, como sabe que sou muito teimosa, aparece de surprezinha dando aquele certo intimato: "Eu faço parte dessa natureza, sou irreverente, ousado, quando decido me revelar, não tem para ninguém, todos me respeitam por ser quem sou."

Novidade, como já não soubesse de como meu amigo és, revelador, irreverente, ousado, o que para mim não é tão surpreendente assim, o que não fazia ideia, era de como tornou-se exibido. De uma forma ou de outra, a certeza que tenho dessa figura invisível, adora assustar a todos com seu grito, entro em contradição ao escutar o sopro do vento...

Há tantas e tantas maneiras de surpreender alguém, tinha que ser da pior forma? Porque essa tal indelicadeza? O que fiz para você me diz? Em minhas memoráveis lembranças, só falei muito bem de ti, todos esses anos, a amizade entre nós sempre foi a mesma, nunca mudou uma vírgula se quer, e o que eu ganho com isso tudo? Tornou-me prisioneira de um capricho seu, trancou-me nesta casa sem direito a sair.

Amor e carinho, em minhas ternas palavras tão sinceras, jamais as distorci, sempre as ressaltei com muito orgulho, não tenho motivos ou razões para fazê-lo, porém, desejo aqui questionar mais uma vez: Vento, meu querido, depois deste longo desabafo que fiz e como bons amigos, por quanto tempo pretendes ficar conosco?

Pilar Mariosa Bastos