Levou o único ar que respiro
O vazio tomou conta de todo meu ser, transformando minha vida em um grande tormento, fazendo me sua prisioneira nesta solidão, que se instalou no meu coração. O que fazer, ainda não sei ao certo, mas tentarei reerguer-me.
O porque, não entendo. Onde falhei, que fiz de errado, o que disse para tomar essa decisão? Me afogo em lágrimas, meus choros são constantes, essa dor invasiva enxerga-se de longe, pode ser sentida a milhares de quilômetros.
A decepção? Não consigo disfarçar, está estampada em meu rosto para quem quiser ver ou ler esta palavra. Assim, como eu: Ninguém, consegue compreender este abandono, e perguntam os reais motivos, a minha resposta? O silêncio....
Recuso-me, aceitar essa ideia que te perdi, não irei engolir o fracasso, me doe saber que foi tirado de mim, sem ao menos me dizer aonde erramos. A certeza que tenho, e que tornou ideia fixa em meus pensamentos: roubaram o grande amor de minha vida, o ar que respirava todos dias, a minha razão de viver.
Assumir, o meu único erro faz o coração partir em mil pedaços. Não obtive forças para lutar, para trazê-lo de volta ao seu verdadeiro lar, ao perceber a sua partida: Era tarde demais, havia partido em silêncio e ao acordar e olhar para o lado, você já não mais estava.
Quem te roubou de mim, levou o único ar que respiro, deixando-me na mais profunda solidão!
Pilar Mariosa Bastos

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